domingo, 13 de dezembro de 2015

Perdida...

sea, art, and hair image
E quando me sinto perdida sem saber o que fazer para me encontrar é suposto fazer o quê? Continuar a sorrir do mesmo modo? Fingir que tudo se encontra bem, quando nem eu própria me encontro?
Há demasiada pressão para não exteriorizar aquilo que nos aflige dentro do nosso coração, ou cérebro, ou seja o que for. É suposto ser invencível e indestrutível. Ser mais forte do que aquilo que nos atinge com toda a força. Mas há dias em que não apetece ter de lutar com alguns fantasmas. Há dias em que apenas apetece baixar a guarda e viver um pouco essa tristeza e essa incerteza e não ter de ser forte o tempo todo. 
Mas não é por não apetecer lutar que alguma vez vamos querer sentir-nos perdidos de nós mesmos... Porque queremos saber quem somos e sê-lo à mesma. Ou então mudar algo que achamos que não devíamos ser e tornar-nos mais próximos do que queríamos. Mas até que ponto devemos mudar algo em nós mesmos porque achamos que isso não se enquadra no que é desejável aos outros? Devemos mudar algo que sentimos não ser muito bom por nós próprios, porque sentimos que realmente não devemos agir de dado modo, sobretudo se magoamos alguém que amamos e abrimos finalmente os olhos para algo que já nos andavam a chamar à atenção.
Há dias em que me encontro num barco a viajar pelo meu próprio ser, e encontrar o porto seguro parece estar tão distante. Há dias e dias...

Love, S.